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DIFICULDADES A CONSIDERAR NA REGULARIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES ELETROELETRÔNICAS EM ÁREAS CLASSIFICADAS EM INDÚSTRIAS ON- & OFFSHORE

April 3, 2018

 

Neste artigo o engenheiro Frank Thomas Raab, sócio-gerente da empresa FRATEX, empresa especializada em inspeções e regularização  de instalações eletroeletrônicas em áreas classificadas aborda pontos importantes a serem considerados na hora de elaborar o projeto e programar os trabalhos de regularização de não-conformidades encontradas atendendo as exigências da NR10 e NR20.

a) Em unidades marítimas: plataformas semisubmersíveis (SS), navios sondas (NS), de produção e armazenamento (FPSO)
Numa unidade marítima a regularização perfeita  somente é possível quando desenvolvida  em estaleiro uma vez que a plataforma encontra- se fora de operação e todos os sistemas encontram- se desligados. Acontece que paradas de manutenção das  embarcações em estaleiros não são frequentes  pois seguem um cronograma (binual, trianual etc.) e como consequência disto, eventuais trocas terão que ser ser feitas em alto mar. Porém com a unidade  operando o processo de produção não pode ser interrompido, conseguindo-se com isto apenas a substituição ou recuperação de items que não são críticos como luminárias, interruptores, botoeiras, tomadas, etc. Quando se trata de equipamentos que formam parte do processo de produção, como motores, bombas , etc. a situação já muda pois como estes são são essenciaias para a  operação da sonda não podem ser desligados. Por isto tudo, a manutenção/ regularização offshore necessita um planejamento bem elaborado. Ainda, nem sempre os embarques da equipe de regularização podem ser realizados devido a mau tempo (helicóptero não voa), prioridades de outros serviços (o que é comum de acontecer), mudanças do planejamento da própria sonda, lotação máxima (sonda somente comporta um certo número de pessoas) que atrasa as vezes o embarque. Enfim são muitas as variáveis que determinam a duração de um processo de regularização, que pode levar meses ou até anos. tbm porque devido a forte agressão salina (maresia) o processo de corrosão dos equipamentos já regularizados é acelerado,  existindo  situações onde este  equipamento (por exemplo invólucros metálicos) deteriora novamente, com isto, o trabalho de regularização passa a ser uma atividade rotineira e não mais periódica.

b) Em unidades terrestres
Já processos de regularização de indústrias em terra dependem muito da liberação para estes trabalhos de determinadas áreas pré-definidas, uma vez que a planta esta produzindo o que impossibilita a execução do serviço numa única etapa. Com isto, é preciso um planejamento bem rigoroso junto a gerência de produção quanto aos períodos destas liberações. Em grandes industrias com diversas áreas classificadas, estas liberações são feitas-muitas vezes de forma sequencial, porém muitas vezes com pausas entre as diversas etapas programadas, isto é, a equipe de regularização precisa ser mobilizada e desmobilizada em cada etapa de trabalho o que gera um alto custo e causa um tempo de trabalho bem maior. O ideal seria liberar as áreas de forma de permitir a execução dos trabalhos de maneira continua, o que com a produção a todo vapor se torna muito complicado haja vista que uma parada de produção gera um custo enorme para a empresa. . 

Alem de um planejamento rigoroso é  preciso também contar com uma coordenação bem feita quanto aos  procedimentos de segurança como por exemplo a emissão da PT (cuja falta impossibilita a entrada da equipe e a qual - normalmente - necessita de diversas assinaturas dos responsáveis envolvídos o que gera demora na sua emissão). Idealmente a PT devería ser preparada no dia anterior do serviço para evitar estes atrasos, com a autorização de todos envolvidos (portaria, segurança, RH, produção, manutenção). Isto vale também para a entrada de equipamentos de apoio, por exemplo plataformas mecânicas para serviços em altura, interdições de áreas devido a testes ou mudanças na programação de produção, manutenções previstas pela própria equipe da empresa etc. a fim de obter um fluxo de trabalho eficiente com o mínimo de interrupções para evitar reprogramações frequentes do serviço de regularização o que além de colocar em risco o cronograma do serviço gera um alto gasto adicional....

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