É POSSÍVEL O USO DE EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS DE USO COMUM EM ÁREAS EX?

June 27, 2017

Os locais entendidos como potencialmente explosivos são constituídos por “zonas” que devem ser devidamente identificadas por meio de documentos, conhecidos como Desenho de Classificação de Áreas.

Um bom trabalho profissional de Classificação de Áreas não deve apenas evidenciar os riscos existentes no levantamento, mas deve tentar procurar soluções, definir ações e adotar medidas que devem ser tomadas para reduzir ou eliminar os riscos evidenciados, tentando quanto possível converter as áreas identificadas como zonas 1 em zonas 2 e as zonas 21 em 22.

Conforme definição, as áreas entendidas como zonas 2 ou 22 são aquelas onde o risco existe apenas em condições anormais de processo, devendo esses locais ser tratados com equipamentos adequados à esses zoneamentos, sendo estes concebidos para operar nessas condições de risco menor e que são mais baratos que os utilizados em zonas 1 e 21. (Em geral, esses equipamentos são similares aos de antigamente, identificados como “blindados”, a prova de tempo, gases, vapores e pó, – TGVP).

Nas unidades industriais existentes sujeitas a estes riscos e que foram construídas no período compreendido entre os anos 40 e 2000, boa parte das instalações elétricas foram feitas utilizando esses equipamentos TGVP, que pareciam a prova de explosão, mesmo não sendo. Hoje, quando a fiscalização exige que todas as unidades industriais sujeitas a riscos de explosão sejam “regularizadas” para atender a legislação e a normalização, muitas vezes é possível utilizar esses equipamentos existentes, sendo necessário avaliá-los para garantir que não representem riscos ao liberar para o ambiente faíscas, fagulhas, arcos ou aqueçam a um valor acima da temperatura de ignição dos inflamáveis presentes no ambiente.

Este reaproveitamento dos equipamentos existentes só será possível após um bom trabalho de diminuição ou eliminação das áreas classificadas existentes e com certeza representará economias consideráveis no processo de regularização necessário, que muitas vezes fica inviável por falta dos recursos econômicos necessários para a substituição de todos os equipamentos elétricos Ex, especialmente quando se trata de reaproveitar, por exemplo: motores, painéis de potência, painéis de comandos, painéis de iluminação, luminárias, tomadas, etc., que tem valores agregados altos.

 

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